quarta-feira, 13 de março de 2013

Dirty Martini


Luisa era chefe de uma empresa onde 75% dos funcionários eram homens. Ela estava acostumada a comandar, e isso não se restringia só ao trabalho.

Como todas as sexta-feiras, ela estava em seu caminho para sua boate favorita, onde costumava ir para esquecer os problemas da empresa e todos os outros problemas que surgissem.

Luisa estava lindíssima. Na verdade, ela já era uma mulher bonita sem qualquer tipo de “produção”, e quando estava arrumada, ficava perfeita. Usava uma saia lápis; salto quinze; blusa social transparente e de manga comprida e um sutiã vermelho por baixo.

Adentrou a boate e olhou para os lados enquanto avançava ao bar, sentou-se e pediu seu drink preferido: Dirty Martini*. (*Dirty Martini é uma “versão” do Dry Martini, ao invés de ter somente uma azeitona, possui três.)

Luisa foi servida alguns segundos depois, assim que seu drink foi posto à sua frente, um homem sentou-se ao seu lado. Este estava vestido socialmente, calça social, sapatos sociais, camisa social e sem paletó.

- Hmm, Dirty Martini? Essa não é uma bebida para senhoritas inocentes…


Ela realmente o olhou com todo o seu desprezo:

- E em que momento isso é da sua conta?

Ele sorriu.

- Você tem razão. - Ele simplesmente saiu andando e isso a deixou incrédula. Luisa estava acostumada com homens implorando pra sair daquela boate junto com ela e este “cara” tinha simplesmente a dispensado. Isso não era aceitável.

Ela terminou seu drink em apenas um gole e se dirigiu à pista. Olhou para os lados procurando-o e quando encontrou, foi naquela direção em que ela começou a dançar. Luisa não parecia uma vadia dançando, mas sabia se insinuar muito bem.

Ele continuou bebendo seu Jack Daniels enquanto observava o seu showzinho “particular”. Ela se aproximava cada vez mais do canto escuro em que ele se encontrava, disfarçadamente. Quando Luisa estava perto o bastante, Alexandre puxou-a pelo braço.

- Você é louco?

- Você é louca. É perigoso mexer com o desconhecido, nunca ouviu essa frase? Pois é. - Ele a segurou pelas mãos com uma mão só, como se ela estivesse algemada, de costas pra ele, enquanto cheirava o pescoço dela.

Ela suspirou e vacilou, mas logo a dominadora estava de volta a si. Porém, quanto mais ela tentava se soltar, mais ele apertava suas mãos e, com a mão livre, pressionava a garota contra si pela cintura.

- Não tenha um ataque de fúria ou eu vou ter que te acalmar… - Alexandre desabotoou devagar a blusa dela com uma só mão e pressionou seus seios por cima do sutiã, sem força, mas fazendo-a morder o próprio lábio para não gemer ou suspirar.

- Me… solta… - Luisa estava realmente travando uma luta entre desejo e orgulho dentro de si mesma, e o primeiro estava ganhando em disparada.

Ele soltou as mãos dela mas antes que ela pudesse se distanciar, as mãos dele se embrenharam nos cabelos da nuca dela.

- Tem certeza que quer ir? - Alexandre distribuiu beijos cálidos pelo pescoço dela, fazendo-a arrepiar como nunca.

Ela balançou a cabeça negativamente.

- Eu ainda não ouvi. Tem certeza que quer ir? Responda.

- Não… - ela fechou os olhos - Não quero ir. - Luisa nunca se viu tão entregue assim, se perguntava a todo momento onde havia se enfiado a vadia que adorava mandar.

Ele a segurou pela cintura com as duas mãos e foi a levando em direção a saída, e depois em sentido à garagem. Um Porsche preto estava à espera dos dois. Alexandre abriu a porta.

- Damas primeiro. - Luisa entrou, seu coração estava acelerado. Não sabia bem porquê, mas com aquele era diferente. Talvez porque ele era o único que conseguiu fazer aquela dominadora se transformar numa submissazinha.

Ele entrou no carro e fechou a porta. Deslizou as mãos desde as costas até chegar ao zíper da saia dela, abrindo-o devagar enquanto beijava o colo dela, chegando quase ao meio dos seios. Puxou a saia dela e jogou sobre o porta luvas.

Luisa o empurrou e passou a perna sobre ele, ajeitando-se em seu colo. Terminou de desabotoar a blusa com um só puxão, quebrando os botões e a retirou, ficando só de lingerie vermelha e sapatos.

- Quer saber de uma coisa? Você já mandou demais aqui. É a minha vez… - Ela inclinou-se e começou a encher de marcas de chupões e mordidas o pescoço dele.

- E a gatinha manhosa se transformou numa pantera novamente… - Ele simplesmente deixou-a continuar e, enquanto isso, desliza as mãos pelas coxas dela, apertando-as.

As mãos de Luisa se dirigiram ao cinto dele e depois ao botão e o zíper de sua calça, livrando-o de tudo isso. Agora ela podia senti-lo enquanto sentada no colo dele e, ao mesmo tempo que mordiscava o lábio dele, se remexia em seu colo, só pra provocar.

Alexandre desferiu um tapa na coxa dela, fazendo a gemer manhosa.

- Vai continuar provocando? - Ele sussurrou no ouvido dela enquanto esta abria os botões da camisa dele. Ela tirou a camisa e depois balançou a cabeça positivamente enquanto sorria mordendo o próprio lábio.

- Você é mesmo uma vadia, com tudo que tem direito. - Alexandre puxou novamente o cabelo da nuca dela. Foi descendo a calcinha dela devagar com uma mão enquanto a segurava pelo cabelo com a outra. Luisa não pode evitar expressar seu desejo, sua expressão facial era clara.

- O que tá esperando? - Ela mordeu o próprio lábio e sorriu.

- Tsc tsc… - Ele balançou a cabeça negativamente enquanto a pegou pela cintura. Ele a puxou pra baixo e em uma investida só, estava inteiro dentro dela. Luisa gemeu alto e suspirou. Alexandre a encarava. Ela arranhou os ombros dele enquanto subia e descia no colo dele num ritmo médio; sussurrou baixinho:

- Por que parou? Já cansou? Que pena… - Ele deu um tapinha no rosto dela e investiu contra ela com força novamente, e continuou, com intervalos curtos.

Luisa tombou a cabeça pra trás e gemeu de novo. Voltou a si e retornou a mover-se no colo dele, suspirando e ao mesmo tempo arrancando suspiros de Alexandre. Ela deslizou a língua pelo pescoço dele enquanto sentia as mãos dele apertando cada parte de seu corpo.

Ele parou de se mover por um tempo, só pra contemplá-la. Luisa não parava de se mover e muito menos, de gemer. Alexandre arranhou as laterais do corpo dela, fazendo-a se arrepiar completamente. Ela se remexeu no colo dele com os arrepios, praticamente rebolando. Ele deu um tapa nela e logo depois sussurrou em seu ouvido:

- Rebola com vontade, vadia. - Luisa se sentiu ainda mais excitada com o que ouvira. Posicionou as mãos sobre os ombros dele e acatou a sua ordem, fazendo-o quase urrar. Ele voltou a investir contra ela, dessa vez sem intervalo algum.

Ela estava cada vez mais perto do orgasmo, e ele também. Luisa já não conseguia mais conter os gemidos. Não estava mais ligando pra quem poderia ouvir do lado de fora. Só sabia que do lado de dentro do carro estava muito, muito bom.

Alexandre aproveitou a posição pra chupar os seios dela e provocá-la ainda mais, brincando com a língua neles. Ele podia sentir o corpo dela estremecer mais e mais.

- Acho que tem alguém quase lá… - Alexandre sussurrou no ouvido dela, enquanto ela gemia incessantemente, cada vez mais e mais perto.

Luisa juntou todas as suas forças pra falar sem gemer e falhou:

- Você… não está… muito diferente… - Ela nunca sentiu algo assim. Era simplesmente melhor do que todos os orgasmos que ela já teve na vida. E não foram poucos. Seus suspiros foram aumentando junto com seus gemidos. - Eu… vou… - Luisa apertou as unhas nos ombros dele com força enquanto atingia o ápice.

Ele não demorou muito a acompanhá-la, apertando as coxas dela com força e quase urrando. Ela o abraçou, num reflexo que nunca teve com qualquer outro homem que tenha estado. Alexandre retribuiu, automaticamente.

E o beijo que até então não havia sido dado, serviu pra coroar o desfecho.


                                                                                                                                        -Julie Tunnely 

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